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CIÊNCIA · MELASMA E SEGURANÇA

Laser para melasma pode piorar a mancha?

Um levantamento com 116 pacientes achou agravamento de melasma em 11% delas, em média 13 meses depois. É um risco que precisa estar na mesa antes da primeira sessão.

Equipe Instituto Cardo Aesthetic · 27 de outubro de 2026 · leitura de 6 min

Este é o tipo de artigo que clínica nenhuma gosta de escrever, porque ele cita um risco do procedimento que a gente faz. Mas é exatamente a informação que você precisa ter antes de decidir — e preferimos que venha da gente.

O que o estudo encontrou

Publicado em 15 de junho de 2026 na Cureus, um levantamento revisou cinco anos de prontuários de 116 pacientes tratadas com laser de túlio 1927 nm, o mesmo tipo de laser do Lavieen.

O número: 13 das 116 pacientes, ou seja 11%, tiveram piora do melasma ou o aparecimento de um melasma que ainda não era visível. Todas mulheres, idade média de 47 anos, e 100% delas de fototipo III ou IV — pele que se pigmenta com facilidade, o perfil mais comum no Rio de Janeiro.

Outro dado importante: o tempo. O agravamento apareceu, em média, 13 meses depois, e o melasma antes invisível apareceu em torno de 17 meses. Não é uma reação do dia seguinte. É algo que surge mais de um ano depois — o que explica por que tanta gente não liga uma coisa à outra.

O que isso significa na prática

Primeiro, o que não significa: não quer dizer que o laser de túlio é ruim nem que não deve ser usado. Em 89% das pacientes do levantamento isso não aconteceu, e o mesmo tipo de laser tem bons resultados documentados em mancha e textura.

O que significa é que esse laser, em pele de fototipo mais alto e com tendência a melasma, exige três cuidados que mudam o resultado:

O outro lado: o laser como veículo

Em junho de 2026 saiu também uma série de casos com uma abordagem diferente: usar o laser fracionado 1927 nm para entregar um despigmentante de alta potência na pele, em melasma que não respondeu a outros tratamentos. Foram 6 mulheres de fototipo III a V; na semana 16, quatro tiveram melhora acima de 75% e duas entre 50% e 75%, com ganho mantido 12 semanas depois.

É um estudo pequeno e sem grupo de comparação — serve como caminho promissor, não como prova. Mas aponta para a direção que a gente já segue: o laser funciona melhor como parte de um programa do que como ato isolado.

Como tratamos melasma aqui

Melasma é crônico. Entra em controle, não some para sempre, e volta se a manutenção parar. Nossa conduta começa pelos gatilhos — sol, calor, hormônio, medicação —, passa pela fotoproteção e pelo tratamento tópico, e só então avalia o laser, com registro fotográfico padronizado e intervalo seguro entre as sessões.

Se a sua pele é fototipo III ou IV e você tem melasma, esse risco de 11% faz parte da conversa na análise de pele. Preferimos perder uma venda a entregar uma pele pior daqui a um ano.

FONTES

Agravamento e revelação de melasma após laser de túlio 1927 nm, 116 pacientes
Cancel-Artau K, Brau-Javier C e col. Cureus 2026;18(6):e110920, 15 de junho de 2026.
VER ESTUDO →

Máscara despigmentante entregue por laser fracionado 1927 nm em melasma refratário, 6 pacientes
Piquero-Casals J, Morgado-Carrasco D e col. Case Reports in Dermatology 2026;18(1):438-444, 8 de junho de 2026.
VER ESTUDO →

Tem melasma e quer saber se o laser é indicado no seu caso?

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Conteúdo educativo, baseado em literatura científica publicada. Não substitui avaliação presencial, não estabelece diagnóstico e não promete resultado. Resultados variam conforme o caso, o fototipo e o histórico de cada pessoa. Responsável técnica: Dra. Aline Cardoso — Farmacêutica Esteta, CRF-RJ 23412.

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